“Eu tenho a configuração jurídica de Arlete Pinheiro Monteiro Torres [seu nome verdadeiro]. Essa é a minha visão mais consistente, da realidade com a qual vivo… Fernanda Montenegro é uma ilusão, no sentido de que quando as pessoas falam sobre ela eu penso: ‘Ah, é a ilusão que está sendo vista’”, afirma a atriz.
Indicada ao Oscar em 1998, pela atuação em “Central do Brasil”, de Walter Salles, Fernanda perdeu a estatueta para a novata Gwyneth Paltrow. Questionada se ela pensava que ganharia, a atriz continua modesta.
“Confesso a você, sem nenhuma demagogia, que eu fui muito assustada… O filme tudo bem, mas eu? No meio daquelas atrizes inglesas?”, disse.
“Jamais imaginei que aquele boneco viesse pra mim. E aí eu estava ali na primeira fila, no dia em que a Meryl Streep também perdeu… Então, se a Meryl Streep perde, quem sou eu pra ficar triste porque não ganhei? Imagina!”, conta Fernanda.
Montenegro acaba de encerra seu mais recente trabalho na TV, o remake de “Saramandaia”, mas ela também está nos cinemas com o recém lançado filme “O Tempo e o Vento”, e já tem mais projetos pela frente.
“Vou retomar a peça ‘Viver sem Tempos Mortos’ na periferia do Rio, vou fazer o filme do Domingos Oliveira, ‘No Fundo do Lago Escuro’, e imediatamente faço um trabalho com Jorge Furtado. Serão 15 capítulos de ‘Doce de Mãe’, que fizemos num telefilme para a Globo… E ainda vou fazer com Andrucha Waddington um dos curtas do ‘Rio, Eu te Amo”, finaliza.
TEXTO: RD1
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